Felipe

  • Pergunta 1

0,8 em 0,8 pontos

 Beaugrande e Dressler apresentam sete critérios de textualidade. Indique a alternativa que apresenta três deles.

Resposta Selecionada:

b. 

 Coerência, coesão e intertextualidade.

Resposta Correta:

e. 

 Coerência, coesão e intertextualidade.

 

Feedback da resposta:

 Estão incorretos os seguintes conceitos, que não existem nos critérios de textualidade: intensidade, abrangência, desempenho e competência. 

  • Pergunta 2

0,8 em 0,8 pontos

 Conhecimento de língua internalizado e o efetivo que o falante faz da língua são conceitos respectivamente de:

Resposta Selecionada:

c. 

 competência e desempenho

Resposta Correta:

a. 

 competência e desempenho

 

Feedback da resposta:

” O conceito de “Competência” representa um modelo de conhecimento de língua internalizado, enquanto  “Desempenho” designa o uso concreto que um falante faz de sua língua em uma situação real de comunicação.”

 

  • Pergunta 3

0,8 em 0,8 pontos

 “A ______________ do falante reside na capacidade de produzir um conjunto infinito de frases. Esse infinito número possível de frases pressupõe uma língua aberta, dinâmica, criativa, mas que é governada por regras que não regem somente as frases existentes, mas também as não existentes”.

Indique a palavra que preenche corretamente a lacuna.

Resposta Selecionada:

d. 

 Competência.

Resposta Correta:

d. 

 Competência.

 

Feedback da resposta:

 O conceito descrito pode ser definido como “competência”.

  • Pergunta 4

0,8 em 0,8 pontos

 Leia as afirmações a seguir.

I – A teoria criada por Saussure está construída a partir de dicotomias, ou oposições.

II – Uma distinção importante que Saussure faz é a que separa língua e fala.

III – Para Saussure, a língua é um sistema abstrato, um fato social.

 Está correto o que se afirma em:

Resposta Selecionada:

b. 

 I, II e III.

Resposta Correta:

b. 

 I, II e III.

 

Feedback da resposta:

 Todas as afirmações são corretas, de acordo com a concepção saussureana. 

  • Pergunta 5

0 em 0,8 pontos

Não é uma das dicotomias estudadas por Saussure na Linguística:

 

Resposta Selecionada:

c. 

  Sintagma e paradigma

 

Resposta Correta:

c. 

  Signo e objeto

 

Feedback da resposta:

  Saussure não se ocupava da relação signo e objeto, deixando essa relação para outra ciência, a Semiologia.

  • Pergunta 6

0,8 em 0,8 pontos

 O objeto da Linguística é a língua e necessita de um método específico de descrição 

Pois 

O conceito de língua diz respeito a todas as língua e não somente a uma específica, como o português ou o inglês.

Resposta Selecionada:

c. 

 As duas afirmativas são verdadeiras, e há uma relação de causa e consequência entre elas

Resposta Correta:

c. 

 As duas afirmativas são verdadeiras, e há uma relação de causa e consequência entre elas

 

Feedback da resposta:

 A língua é o objeto da Linguística e por sua complexidade necessita de um método de estudo específico.

  • Pergunta 7

0 em 0,8 pontos

 “Estava na capa da Folha do último dia 15: “Dilma manda rivais estudarem; Marina vê retrocesso no país”. Alguns leitores reclamaram do emprego da forma “estudarem”, ou seja, reclamaram do emprego da forma flexionada do infinitivo. Para esses leitores, a forma correta seria “Dilma manda rivais estudar”.

Ai, ai, ai… Como diz uma querida senhora (que não está longe dos 80), “pode até pensar, mas não pode dizer”. Tradução: é melhor eu não dizer o que penso da arbitrariedade dessas “autoridades linguísticas”.

Quem já teve dois segundos de interesse pelos fatos da língua sabe muito bem que o emprego do infinitivo é verdadeira cilada. Vale a pena ver o que diz sobre o tema a sempre importante “Nova Gramática do Português Contemporâneo”, dos queridos e saudosos Celso Cunha (brasileiro) e Lindley Cintra (português):

“O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. (…) Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de lógica gramatical, mas se viram sempre, no ato da escolha, influenciados por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo”. (…)

Sobre a leitura do texto, é incorreto afirmar:

Resposta Selecionada:

b. 

 O autor refere-se á posição dos linguistas de modo irônico, usando aspas para chamá-los de “autoridades” e referir-se à arbitrariedade

Resposta Correta:

e. 

 Todas as regras gramaticais são orientadas por questões de lógica.

  • Pergunta 8

0 em 0,8 pontos

  

Segundo Bagno e Rangel (2005) 

 

” a simples afirmação de que um indivíduo “fala errado” já constitui um atentado aos seus direitos linguísticos. Nesse sentido, uma das tarefas mais delicadas da educação linguística é deixar bem claro e evidente que o respeito às variedades linguísticas estigmatizadas não significa negar aos seus falantes o direito ao pleno conhecimento e domínio das formas linguísticas de prestígio.” 

Da leitura do fragmento acima, pode-se concluir que:

Resposta Selecionada:

  Afirmar que uma modalidade da língua é inferior a outras é um desrespeito aos direitos linguísticos e, portanto, o ensino de todas as modalidades deve ser respeitado

Resposta Correta:

 Afirmar que uma modalidade da língua é inferior a outras é um desrespeito aos direitos linguísticos e, mas o desafio maior é ensinar a variedade linguística de prestígio

  • Pergunta 9

0,8 em 0,8 pontos

 Leia as afirmações a seguir, sobre a gramática gerativa.

I – A gramática mental de um indivíduo é representada em seu pensamento.

II – Não há relacionamento das propriedades da linguagem nos mecanismos do cérebro.

III – A aquisição do conhecimento se dá pela linguagem.

Está correto o que se afirma em:

Resposta Selecionada:

c. 

  I e III.

Resposta Correta:

c. 

  I e III.

 

Feedback da resposta:

 A única afirmativa incorreta é “Não há relacionamento das propriedades da linguagem nos mecanismos do cérebro”. É justamente o contrário

  • Pergunta 10

0 em 0,8 pontos

 Estuda as relações dos signos com quem os usa para comunicar:

 

Resposta Selecionada:

d. 

 A Sociolinguística

Resposta Correta:

b. 

 A pragmática

  • Pergunta 11

É necessária uma avaliação

 Relacione o texto abaixo  às políticas públicas do ensino da Língua Portuguesa praticada no Brasil. Justifique suas afirmações com elementos do texto

07/11/13 | ARTIGO

A gramática, os concursos e a linguagem coloquial brasileira

João Alvarenga

 

É patente que a norma culta e a linguagem coloquial brasileira sempre estiveram em lados opostos, numa eterna relação de conflitos entre aquilo que os gramáticos determinam como lícito, em termos de uso do idioma, e o que o uso diário entende como uma espécie de “licença linguística” da fala. Fica evidente que, no dia a dia, a gramática normativa perde longe para o uso descuidado do idioma, cuja linguagem, às vezes, descamba para a vala comum dos erros crassos.

Mas, por que isso acontece? Simples, pelo fato de que a linguagem coloquial é menos comprometida com as formalidades do próprio idioma. É algo mais apelativo, direto e, portanto, mais expressivo. Por isso, o linguajar diário se impõe, até na mídia, com selo de liberdade entre os falantes.

 No entanto, a situação se torna crítica, para não dizer apavorante, no momento em que o usuário comum se vê diante do desafio de enfrentar os temidos concursos públicos. Momento em que as questões relativas à norma padrão sempre puxam pelo preciosismo da língua, ou seja, focam aquilo que a maioria nem imagina que exista ou ignora que esteja realmente correto.

 É, nesse instante, que os candidatos vivenciam um estado de puro pavor, pois não têm uma certeza de qual das alternativas realmente está correta, pois todas trazem singularidades. Algo que fica muito evidente, principalmente, quando enfrentam questões de regência verbal, que é um campo minado.

 Isso porque, segundo a visão dos gramáticos (dos “donos” da língua), alguns verbos apresentam mais de uma regência. Como exemplo, recorro ao verbo “agradar”, que tanto pode ser transitivo direto quanto transitivo indireto, algo que dependerá, e muito, do contexto da frase. Portanto, estudar esse assunto requer mais do que atenção, é preciso paciência para não cair em armadilhas tão comuns, no nosso cotidiano, mas repudiadas pela norma culta.

 Além disso, outro drama a ser enfrentado, no momento da prova, refere-se ao capítulo que trata das concordâncias verbal e nominal. É um terreno espinhoso, cujas particulares, as exceções e os casos especiais tornam-se um verdadeiro tormento para aquele que se predispõe a disputar uma vaga no disputadíssimo serviço público.

 Entretanto, seguindo a linha de raciocínio entre o certo e o errado, no universo dos concursos, nunca é demais lembrar aos incautos que não são recomendáveis construções como: “pra mim brincar”, “pra mim falar”, embora tal uso tenha se tornado algo quase que fossilizado na linguagem diária. Assim, esse erro banal continua, apesar da nossa gramática, como se fosse uma velha rabugenta, insistir: “mim não conjuga verbo”.

 E já que estamos tratando dos erros óbvios, é bom que se diga: a forma “entre eu e você” é outro equívoco da coloquialidade, pois o certo, para a gramática, é “entre mim e ti”. Também, nunca é demais lembrar que: “mortandela”, “estrupo”, “pobrema”, “rúbrica” são verdadeiros açoites linguísticos.

 Embora sejam questões antigas, na língua coloquial, os professores sempre combateram tais descuidos que ferem os ouvidos. Porém, com a imposição dos modismos, o quadro de erros gramaticais tende a se tornar algo drástico. Isso porque, ao se corrigir um velho vício, imediatamente, nascem outros tantos em seu lugar. E, muitos deles são, hoje, oriundos do uso exacerbado da internet.

 Apesar de algo óbvio, isso, quase sempre, é alvo de questionamentos em concursos públicos, os quais, lamentavelmente, visam apenas mensurar o grau de conhecimento gramatical dos candidatos. Nesse contexto, as questões do gênero são rasas e não proporcionam uma reflexão mais profunda sobre nosso incompreendido idioma.

 Logo, vemos quem prepara as questões para os concursos não brinca em serviço, pois explora o “oceano” de dúvidas que permanece na cabeça dos estudantes desde a alfabetização. Então, retornar aos estudos de gramática é o caminho mais sensato para quem deseja passar pelo funil dos concursos.

 

João Batista Alvarenga é professor de Língua Portuguesa, mestre em Comunicação e Cultura, pela Uniso, apresenta, junto com Alessandra Santos, o programa “Nossa Língua sem Segredos”, pela Cruzeiro FM 92,3

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/513696/a-gramatica-os-concursos-e-a-linguagem-coloquial-brasileira

Resposta Selecionada:

Existem duas formas de se falar uma língua, a culta que é aquela em que tudo está correto, não há nenhum tipo de erro, ou poucos erros pequenos, que é a mais usada quando se escreve algum texto, ou em uma entrevista de emprego, concursos, situações mais formais e que exigem um falar mais formal, ou então tem a coloquial que é a que falamos em nosso dia a dia, ou seja, é aquele jeito de falar mais libreal, onde as regras da norma culta não se aplicam tanto, onde muitas vezes não tem certo nem errado, é que de certa forma tudo é liberado, como diz no texto “com selo de liberdade entre os falantes”, é o linguajar usado quando se fala com um amigo que apesar de alguns erros clássicos e característicos de algumas pessoas e algumas regiões é o tipo de linguajar mais comum, e que não tem tanta importancia se algum erro de concordância ou um pleonasmo ocorreu ou até gramatical, aliás alguns desses erros já passaram até a serem aceitáveis para nossos ouvidos, e para os ouvidos e alguns grámaticos que sabem e falam da forma culta até em seu dia a dia, e que aceitam e não criticam essa forma mais liberal da língua, eles simplesmente aceitam.

Em uma entrevista o professor Pascoali diz que a fala deve ser como um guarda-roupas, sempre cheio e com várias opções, porém o lugar que você vai é o lugar que dita a sua roupa, se você vai usar uma roupa mais social, ou mais despojada, e assim é com a linguagem, o lugar é o que pede o tipo de linguagem, se for em algum lugar que exija um linguagem mais formal, você usará esta linguagem, ou se você for em algum lugar mais despojado, a linguagem cotidiana é suficiente. 

Por isso é sempre bom estar estudando a grámatica, para corrigir seus erros, e também para ter uma variedade maior e melhor da língua, sempre com muita atenção, como diz no texto “Estudar esse assunto requer mais do que atenção, é preciso paciência para não cair em armadilhas tão comuns, no nosso cotiadiano, mas repudiadas pela norma culta”.

Resposta Correta:

[Nenhuma]

Feedback da resposta:

[Sem Resposta]

 

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