Ana luisa

  • Pergunta 1

É necessária uma avaliação

Leia o texto que segue e relacione-o a pelo menos dois temas estudados pela linguística. Você deve retomar o conceito e ilustá-lo com exemplos retirados do texto de Possenti.

 Vendo TV

Sirio Possente

(www.terramagazine.com.br.Acesso em 12/05/2013)

Frequentemente, me refiro, nesta coluna, ao desempenho linguístico das personagens que aparecem na TV.

Às vezes, são populares, agricultores que enfrentam a seca ou as enchentes. Suas falas são muitas vezes representativas da gramática dos menos escolarizados. Outras vezes, são meninos dos morros. Suas falas um pouco (mas nem tanto) peculiares são postas entre aspas, especialmente pela Rede Globo.

 

Muitas vezes, no entanto, trata-se de falas de gente instruída, de jornalistas ou de seus entrevistados (quase sempre cheios de títulos), professores, embaixadores, juristas etc.

 

É nestas ocasiões que certas construções chamam mais a atenção. Não de todos, é claro. Só dos que não analisam a língua apenas pelas listinhas de sempre (disso também eu tenho falado muito).

 

Nos últimos dias, anotei três dados, que comento.

 

Da narração de um jogo de futebol, extraí uma construção cada vez mais comum: “O jogo tá saindo faísca”. Poderia comentar a forma “tá”, mas nem vale a pena, já que as formas “completas” deste verbo são mais raras que os cometas (ninguém mais diz “estava”, “estou”, “está”, mas “tava”, “tô”, “tá”; não sejamos hipócritas).

 

Quero comentar, brevemente, a construção “O jogo tá saindo faísca”. É uma estrutura na qual “o jogo” é o sujeito, como se fosse o “agente” de “sair faísca”. Uma gramática mais antiga diria, na melhor das hipóteses, que a construção deve ser “No jogo, está saindo faísca / está saindo faísca no jogo”. Ou seja, o que sai é a faísca (é o sujeito); o jogo é o lugar onde ou de onde ela sai. O locativo está na posição de sujeito; a preposição “em” caiu.

 

Este tipo de construção é cada vez mais comum: “o carro furou o pneu (o pneu do carro furou)”; “minha bolsa tem de tudo (tem / há de tudo na minha bolsa)” etc. É só ouvir (não sejamos hipócritas). Digo mais: é só nos ouvirmos…

 

Outra construção saiu da boca do Lobão, entrevistado na Band News: “Tá acontecendo crimes muito bárbaros”. De novo, não quero comentar a forma “tá”, e sim a concordância verbo / sujeito: os “professores” de TV ou de apostila dirão que Lobão deveria ter dito “(es)tão acontecendo”, que o verbo só pode ficar no singular se o sujeito posposto for composto.

 

Ora, isso é engolir uma análise gramatical equivocada. Falta-lhe um mínimo de generalização, de observação dos fatos. Frases como a de Lobão são cada vez mais comuns entre pessoas letradas, ou seja, (já) são formas cultas.

 

A última é de Jô Soares, entrevistando Gal Costa (que cantou maravilhosamente “Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem ‘sim’” etc.). “Então, vamo ouví aqui o Tim” (e Gal cantou uma estrofe imitando a voz grave peculiar de Tim Maia; logo ela!).

 

Pois este é um exemplo de fala que a rede Globo colocaria entre aspas, se o falante fosse um pobre (“vamo ouví”). A Globo erra duas vezes quando faz isso: quando coloca as aspas e quando pensa que seus profissionais não empregam formas como estas. É uma emissora surda.

 

Cito e comento esses casos, mas tiro deles a consequência contrária da que quase todos tiram: não é verdade que agora todo mundo erra; é que o português já é outro. Mudou entre os séculos II e XVI (para simplificar), continuou e continua mudando. Os que reclamam também são surdos, em geral: pensam que falam aquele português que dizem defender… De fato, mentem. Digamos, em seu favor, que o fazem piamente. Não por maldade, mas por ignorância, por falta de ouvido.

 

PS – acabo de ver na Folha de S. Paulo a seguinte declaração de Geraldo Alkmim, que comento na próxima coluna: “A corrupção, o paraíso é o judiciário”.

Resposta Selecionada:

A linguística estuda  a forma como as pessoas se comunicam. Seja ela correta ou não pela gramática.  No texto de Possenti, ele defende a opinião de que a globo, ou até mesmo a sociedade, difere quem fala errado pela gramática. A questão é que estamos inseridos num contexto, e nesse contexto há várias formas de nos comunicarmos e que vai muito além de estar a par de normas cultas.

Podemos inserir aqui então, o que diz respeito da política linguística, já que vivemos num país que a língua oficial é português, embora haja muitos dialetos indígenas e de imigrantes europeus. Afinal, aprendemos desde pequenos na escola sobre a língua portuguesa, mas estamos sempre expostos a diferentes dialetos e formas de fala. Onde não há certo ou errado, há apenas diferença. Também poderíamos citar da hipótese de Sapir-Whorf, na qual pensamos na nossa língua materna. Ou seja: nos comunicamos de uma forma que nós pensamos e novamente, esse pensamento não está afunilado em erros gramaticais ou não. 

Resposta Correta:

[Nenhuma]

Feedback da resposta:

[Sem Resposta]

  • Pergunta 2

0,8 em 0,8 pontos

 “A ______________ do falante reside na capacidade de produzir um conjunto infinito de frases. Esse infinito número possível de frases pressupõe uma língua aberta, dinâmica, criativa, mas que é governada por regras que não regem somente as frases existentes, mas também as não existentes”.

Indique a palavra que preenche corretamente a lacuna.

Resposta Selecionada:

a. 

 Competência.

Resposta Correta:

a. 

 Competência.

 

Feedback da resposta:

 O conceito descrito pode ser definido como “competência”.

  • Pergunta 3

0,8 em 0,8 pontos

 Segundo o postulado da conhecida hipótese Sapir-Whorf :

Resposta Selecionada:

e. 

 As pessoas pensam na sua língua materna 

Resposta Correta:

e. 

 As pessoas pensam na sua língua materna 

 

Feedback da resposta:

 Os seguidores dos postulados da conhecida hipótese Sapir-Whorf afirmam que as pessoas pensam na sua língua materna. 

  • Pergunta 4

0 em 0,8 pontos

 Leia as afirmações a seguir.

I – A teoria criada por Saussure está construída a partir de dicotomias, ou oposições.

II – Uma distinção importante que Saussure faz é a que separa língua e fala.

III – Para Saussure, a língua é um sistema abstrato, um fato social.

 Está correto o que se afirma em:

Resposta Selecionada:

b. 

 II e III.

Resposta Correta:

a. 

 I, II e III.

 

Feedback da resposta:

 Todas as afirmações são corretas, de acordo com a concepção saussureana. 

  • Pergunta 5

0,8 em 0,8 pontos

 Leia as afirmações a seguir, sobre a gramática gerativa.

I – A gramática mental de um indivíduo é representada em seu pensamento.

II – Não há relacionamento das propriedades da linguagem nos mecanismos do cérebro.

III – A aquisição do conhecimento se dá pela linguagem.

Está correto o que se afirma em:

Resposta Selecionada:

a. 

  I e III.

Resposta Correta:

b. 

  I e III.

 

Feedback da resposta:

 A única afirmativa incorreta é “Não há relacionamento das propriedades da linguagem nos mecanismos do cérebro”. É justamente o contrário

  • Pergunta 6

0,8 em 0,8 pontos

QUESTÃO DE TEORIA

Muita gente pensa que os linguistas são apenas um tipo de gente que adota uma concepção diferente de erro. Os que não leem nada confundem concepção diferente de erro com concepção segundo a qual não há nenhum tipo de erro. Os ainda mais tolos entendem que uma análise alternativa dos dados (por exemplo, a afirmação de que há uma gramática em “dois ovo / as garrafa”) significa a defesa dessas construções (em qualquer campo discursivo). Pior, implicaria a condenação das construções ditas corretas. É que a ignorância não tem limites.

Mas os linguistas não são apenas diferentes de outros tipos de analistas da língua por defenderem que há gramática onde os outros só veem erros (que seriam exatamente falta de gramática). Os linguistas são também um tipo de gente que aprendeu a fazer análises diferentes, explícitas e generalizantes, de fatos da língua, com fundamento não na autoridade de gramáticos, mas nas exigências da análise científica, que se caracteriza pela explicitude e pela generalidade.

Sírio Possenti, http://terramagazine.terra.com.br/blogdosirio/blog/2013/10/31/questao-de-teoria/

Segundo o texto acima, o linguista:

Resposta Selecionada:

e. 

 Os linguistas não somente veem gramática onde os outros veem erro, mas fazem análise dos fatos da língua com bases científicas.

Resposta Correta:

e. 

 Os linguistas não somente veem gramática onde os outros veem erro, mas fazem análise dos fatos da língua com bases científicas.

 

Feedback da resposta:

Os linguistas são também um tipo de gente que aprendeu a fazer análises diferentes, explícitas e generalizantes, de fatos da língua, com fundamento não na autoridade de gramáticos, mas nas exigências da análise científica, que se caracteriza pela explicitude e pela generalidade.

  • Pergunta 7

0,8 em 0,8 pontos

 São contribuições dos estudos hindus à Linguística:

Resposta Selecionada:

d. 

 Descrição de estruturas fonéticas detalhando os processos de articulação dos sons.

Resposta Correta:

a. 

 Descrição de estruturas fonéticas detalhando os processos de articulação dos sons.

 

Feedback da resposta:

 Segundo os hindus, o significado passa de geração a geração; o estudo é feito em unidades frásicas; não há mimesis natural entre sentido e forma e as consoantes, vogais e tons já eram estudados por eles nessas categorias. 

  • Pergunta 8

0 em 0,8 pontos

  

Segundo Bagno e Rangel (2005) 

 

” a simples afirmação de que um indivíduo “fala errado” já constitui um atentado aos seus direitos linguísticos. Nesse sentido, uma das tarefas mais delicadas da educação linguística é deixar bem claro e evidente que o respeito às variedades linguísticas estigmatizadas não significa negar aos seus falantes o direito ao pleno conhecimento e domínio das formas linguísticas de prestígio.” 

Da leitura do fragmento acima, pode-se concluir que:

Resposta Selecionada:

  Afirmar que uma modalidade da língua é inferior a outras é um desrespeito aos direitos linguísticos e, portanto, o ensino de todas as modalidades deve ser respeitado

Resposta Correta:

 Afirmar que uma modalidade da língua é inferior a outras é um desrespeito aos direitos linguísticos e, mas o desafio maior é ensinar a variedade linguística de prestígio

  • Pergunta 9

0,8 em 0,8 pontos

 Leia o texto a seguir.

E aí, cara, que cê tava fazendo?

– Ah, Rordigu, eu tava arrumanu o carru!

– Aquele lá, que eu pedi o conserto no outro dia?

– É, aqueli mesmo…

Indique a alternativa que apresenta apenas palavras do texto pertencentes à norma coloquial:

Resposta Selecionada:

a. 

 Cara, falanu, cê.

Resposta Correta:

a. 

 Cara, falanu, cê.

 

Feedback da resposta:

 A única alternativa que apresenta três usos coloquiais é “cara, falanu e cê”. Nas demais, as únicas palavras coloquiais são: “arrumanu” e “cê”.

  • Pergunta 10

0,8 em 0,8 pontos

 Marcando (1) para os enunciados constativos e (2) para os enunciados peformativos das sequências abaixo:

(    ) Pare  em nome da lei. 

(    ) O cidade onde nasci não é mais a mesma. 

(    ) Eu vos declaro marido e mulher 

(    ) Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo 

 

 

Resposta Selecionada:

c. 

 c) 2-1-2-2

Resposta Correta:

c. 

 c) 2-1-2-2

 

Feedback da resposta:

 Os enunciados 1, 3 e 4 são performativos pois praticam uma ação, já o enunciado 2 , pois apenas informam, fazem um relato.

  • Pergunta 11

0,8 em 0,8 pontos

 O princípio fundamental do funcionalismo é:

 

Resposta Selecionada:

a. 

 A visão da linguagem como instrumento de interação entre os seres humanos, 

 

Resposta Correta:

a. 

 A visão da linguagem como instrumento de interação entre os seres humanos, 

 

 

Feedback da resposta:

 O princípio fundamental do funcionalismo é a visão da linguagem como instrumento de interação entre os seres humanos, com o objetivo de transmitir informações entre interlocutores reais

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Felipe

  • Pergunta 1

0,8 em 0,8 pontos

 Beaugrande e Dressler apresentam sete critérios de textualidade. Indique a alternativa que apresenta três deles.

Resposta Selecionada:

b. 

 Coerência, coesão e intertextualidade.

Resposta Correta:

e. 

 Coerência, coesão e intertextualidade.

 

Feedback da resposta:

 Estão incorretos os seguintes conceitos, que não existem nos critérios de textualidade: intensidade, abrangência, desempenho e competência. 

  • Pergunta 2

0,8 em 0,8 pontos

 Conhecimento de língua internalizado e o efetivo que o falante faz da língua são conceitos respectivamente de:

Resposta Selecionada:

c. 

 competência e desempenho

Resposta Correta:

a. 

 competência e desempenho

 

Feedback da resposta:

” O conceito de “Competência” representa um modelo de conhecimento de língua internalizado, enquanto  “Desempenho” designa o uso concreto que um falante faz de sua língua em uma situação real de comunicação.”

 

  • Pergunta 3

0,8 em 0,8 pontos

 “A ______________ do falante reside na capacidade de produzir um conjunto infinito de frases. Esse infinito número possível de frases pressupõe uma língua aberta, dinâmica, criativa, mas que é governada por regras que não regem somente as frases existentes, mas também as não existentes”.

Indique a palavra que preenche corretamente a lacuna.

Resposta Selecionada:

d. 

 Competência.

Resposta Correta:

d. 

 Competência.

 

Feedback da resposta:

 O conceito descrito pode ser definido como “competência”.

  • Pergunta 4

0,8 em 0,8 pontos

 Leia as afirmações a seguir.

I – A teoria criada por Saussure está construída a partir de dicotomias, ou oposições.

II – Uma distinção importante que Saussure faz é a que separa língua e fala.

III – Para Saussure, a língua é um sistema abstrato, um fato social.

 Está correto o que se afirma em:

Resposta Selecionada:

b. 

 I, II e III.

Resposta Correta:

b. 

 I, II e III.

 

Feedback da resposta:

 Todas as afirmações são corretas, de acordo com a concepção saussureana. 

  • Pergunta 5

0 em 0,8 pontos

Não é uma das dicotomias estudadas por Saussure na Linguística:

 

Resposta Selecionada:

c. 

  Sintagma e paradigma

 

Resposta Correta:

c. 

  Signo e objeto

 

Feedback da resposta:

  Saussure não se ocupava da relação signo e objeto, deixando essa relação para outra ciência, a Semiologia.

  • Pergunta 6

0,8 em 0,8 pontos

 O objeto da Linguística é a língua e necessita de um método específico de descrição 

Pois 

O conceito de língua diz respeito a todas as língua e não somente a uma específica, como o português ou o inglês.

Resposta Selecionada:

c. 

 As duas afirmativas são verdadeiras, e há uma relação de causa e consequência entre elas

Resposta Correta:

c. 

 As duas afirmativas são verdadeiras, e há uma relação de causa e consequência entre elas

 

Feedback da resposta:

 A língua é o objeto da Linguística e por sua complexidade necessita de um método de estudo específico.

  • Pergunta 7

0 em 0,8 pontos

 “Estava na capa da Folha do último dia 15: “Dilma manda rivais estudarem; Marina vê retrocesso no país”. Alguns leitores reclamaram do emprego da forma “estudarem”, ou seja, reclamaram do emprego da forma flexionada do infinitivo. Para esses leitores, a forma correta seria “Dilma manda rivais estudar”.

Ai, ai, ai… Como diz uma querida senhora (que não está longe dos 80), “pode até pensar, mas não pode dizer”. Tradução: é melhor eu não dizer o que penso da arbitrariedade dessas “autoridades linguísticas”.

Quem já teve dois segundos de interesse pelos fatos da língua sabe muito bem que o emprego do infinitivo é verdadeira cilada. Vale a pena ver o que diz sobre o tema a sempre importante “Nova Gramática do Português Contemporâneo”, dos queridos e saudosos Celso Cunha (brasileiro) e Lindley Cintra (português):

“O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. (…) Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de lógica gramatical, mas se viram sempre, no ato da escolha, influenciados por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo”. (…)

Sobre a leitura do texto, é incorreto afirmar:

Resposta Selecionada:

b. 

 O autor refere-se á posição dos linguistas de modo irônico, usando aspas para chamá-los de “autoridades” e referir-se à arbitrariedade

Resposta Correta:

e. 

 Todas as regras gramaticais são orientadas por questões de lógica.

  • Pergunta 8

0 em 0,8 pontos

  

Segundo Bagno e Rangel (2005) 

 

” a simples afirmação de que um indivíduo “fala errado” já constitui um atentado aos seus direitos linguísticos. Nesse sentido, uma das tarefas mais delicadas da educação linguística é deixar bem claro e evidente que o respeito às variedades linguísticas estigmatizadas não significa negar aos seus falantes o direito ao pleno conhecimento e domínio das formas linguísticas de prestígio.” 

Da leitura do fragmento acima, pode-se concluir que:

Resposta Selecionada:

  Afirmar que uma modalidade da língua é inferior a outras é um desrespeito aos direitos linguísticos e, portanto, o ensino de todas as modalidades deve ser respeitado

Resposta Correta:

 Afirmar que uma modalidade da língua é inferior a outras é um desrespeito aos direitos linguísticos e, mas o desafio maior é ensinar a variedade linguística de prestígio

  • Pergunta 9

0,8 em 0,8 pontos

 Leia as afirmações a seguir, sobre a gramática gerativa.

I – A gramática mental de um indivíduo é representada em seu pensamento.

II – Não há relacionamento das propriedades da linguagem nos mecanismos do cérebro.

III – A aquisição do conhecimento se dá pela linguagem.

Está correto o que se afirma em:

Resposta Selecionada:

c. 

  I e III.

Resposta Correta:

c. 

  I e III.

 

Feedback da resposta:

 A única afirmativa incorreta é “Não há relacionamento das propriedades da linguagem nos mecanismos do cérebro”. É justamente o contrário

  • Pergunta 10

0 em 0,8 pontos

 Estuda as relações dos signos com quem os usa para comunicar:

 

Resposta Selecionada:

d. 

 A Sociolinguística

Resposta Correta:

b. 

 A pragmática

  • Pergunta 11

É necessária uma avaliação

 Relacione o texto abaixo  às políticas públicas do ensino da Língua Portuguesa praticada no Brasil. Justifique suas afirmações com elementos do texto

07/11/13 | ARTIGO

A gramática, os concursos e a linguagem coloquial brasileira

João Alvarenga

 

É patente que a norma culta e a linguagem coloquial brasileira sempre estiveram em lados opostos, numa eterna relação de conflitos entre aquilo que os gramáticos determinam como lícito, em termos de uso do idioma, e o que o uso diário entende como uma espécie de “licença linguística” da fala. Fica evidente que, no dia a dia, a gramática normativa perde longe para o uso descuidado do idioma, cuja linguagem, às vezes, descamba para a vala comum dos erros crassos.

Mas, por que isso acontece? Simples, pelo fato de que a linguagem coloquial é menos comprometida com as formalidades do próprio idioma. É algo mais apelativo, direto e, portanto, mais expressivo. Por isso, o linguajar diário se impõe, até na mídia, com selo de liberdade entre os falantes.

 No entanto, a situação se torna crítica, para não dizer apavorante, no momento em que o usuário comum se vê diante do desafio de enfrentar os temidos concursos públicos. Momento em que as questões relativas à norma padrão sempre puxam pelo preciosismo da língua, ou seja, focam aquilo que a maioria nem imagina que exista ou ignora que esteja realmente correto.

 É, nesse instante, que os candidatos vivenciam um estado de puro pavor, pois não têm uma certeza de qual das alternativas realmente está correta, pois todas trazem singularidades. Algo que fica muito evidente, principalmente, quando enfrentam questões de regência verbal, que é um campo minado.

 Isso porque, segundo a visão dos gramáticos (dos “donos” da língua), alguns verbos apresentam mais de uma regência. Como exemplo, recorro ao verbo “agradar”, que tanto pode ser transitivo direto quanto transitivo indireto, algo que dependerá, e muito, do contexto da frase. Portanto, estudar esse assunto requer mais do que atenção, é preciso paciência para não cair em armadilhas tão comuns, no nosso cotidiano, mas repudiadas pela norma culta.

 Além disso, outro drama a ser enfrentado, no momento da prova, refere-se ao capítulo que trata das concordâncias verbal e nominal. É um terreno espinhoso, cujas particulares, as exceções e os casos especiais tornam-se um verdadeiro tormento para aquele que se predispõe a disputar uma vaga no disputadíssimo serviço público.

 Entretanto, seguindo a linha de raciocínio entre o certo e o errado, no universo dos concursos, nunca é demais lembrar aos incautos que não são recomendáveis construções como: “pra mim brincar”, “pra mim falar”, embora tal uso tenha se tornado algo quase que fossilizado na linguagem diária. Assim, esse erro banal continua, apesar da nossa gramática, como se fosse uma velha rabugenta, insistir: “mim não conjuga verbo”.

 E já que estamos tratando dos erros óbvios, é bom que se diga: a forma “entre eu e você” é outro equívoco da coloquialidade, pois o certo, para a gramática, é “entre mim e ti”. Também, nunca é demais lembrar que: “mortandela”, “estrupo”, “pobrema”, “rúbrica” são verdadeiros açoites linguísticos.

 Embora sejam questões antigas, na língua coloquial, os professores sempre combateram tais descuidos que ferem os ouvidos. Porém, com a imposição dos modismos, o quadro de erros gramaticais tende a se tornar algo drástico. Isso porque, ao se corrigir um velho vício, imediatamente, nascem outros tantos em seu lugar. E, muitos deles são, hoje, oriundos do uso exacerbado da internet.

 Apesar de algo óbvio, isso, quase sempre, é alvo de questionamentos em concursos públicos, os quais, lamentavelmente, visam apenas mensurar o grau de conhecimento gramatical dos candidatos. Nesse contexto, as questões do gênero são rasas e não proporcionam uma reflexão mais profunda sobre nosso incompreendido idioma.

 Logo, vemos quem prepara as questões para os concursos não brinca em serviço, pois explora o “oceano” de dúvidas que permanece na cabeça dos estudantes desde a alfabetização. Então, retornar aos estudos de gramática é o caminho mais sensato para quem deseja passar pelo funil dos concursos.

 

João Batista Alvarenga é professor de Língua Portuguesa, mestre em Comunicação e Cultura, pela Uniso, apresenta, junto com Alessandra Santos, o programa “Nossa Língua sem Segredos”, pela Cruzeiro FM 92,3

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/513696/a-gramatica-os-concursos-e-a-linguagem-coloquial-brasileira

Resposta Selecionada:

Existem duas formas de se falar uma língua, a culta que é aquela em que tudo está correto, não há nenhum tipo de erro, ou poucos erros pequenos, que é a mais usada quando se escreve algum texto, ou em uma entrevista de emprego, concursos, situações mais formais e que exigem um falar mais formal, ou então tem a coloquial que é a que falamos em nosso dia a dia, ou seja, é aquele jeito de falar mais libreal, onde as regras da norma culta não se aplicam tanto, onde muitas vezes não tem certo nem errado, é que de certa forma tudo é liberado, como diz no texto “com selo de liberdade entre os falantes”, é o linguajar usado quando se fala com um amigo que apesar de alguns erros clássicos e característicos de algumas pessoas e algumas regiões é o tipo de linguajar mais comum, e que não tem tanta importancia se algum erro de concordância ou um pleonasmo ocorreu ou até gramatical, aliás alguns desses erros já passaram até a serem aceitáveis para nossos ouvidos, e para os ouvidos e alguns grámaticos que sabem e falam da forma culta até em seu dia a dia, e que aceitam e não criticam essa forma mais liberal da língua, eles simplesmente aceitam.

Em uma entrevista o professor Pascoali diz que a fala deve ser como um guarda-roupas, sempre cheio e com várias opções, porém o lugar que você vai é o lugar que dita a sua roupa, se você vai usar uma roupa mais social, ou mais despojada, e assim é com a linguagem, o lugar é o que pede o tipo de linguagem, se for em algum lugar que exija um linguagem mais formal, você usará esta linguagem, ou se você for em algum lugar mais despojado, a linguagem cotidiana é suficiente. 

Por isso é sempre bom estar estudando a grámatica, para corrigir seus erros, e também para ter uma variedade maior e melhor da língua, sempre com muita atenção, como diz no texto “Estudar esse assunto requer mais do que atenção, é preciso paciência para não cair em armadilhas tão comuns, no nosso cotiadiano, mas repudiadas pela norma culta”.

Resposta Correta:

[Nenhuma]

Feedback da resposta:

[Sem Resposta]

 

PROVA AMIGO VICTOR

* Pergunta 1

É necessária uma avaliação

 

Relacione o texto abaixo às discussões sobre políticas públicas para o ensino da Língua Portuguesa no Brasil, a partir do que foi discutido na Unidade 7. Os sete erros gramaticais mais comuns nas redes sociais(……….)

Resposta AMIGO VICTOR

Resposta Selecionada: As redes sociais tem como linguagem predominante a coloquial, não pelo fato de que as pessoas não saibam utilizar a língua portuguesa corretamente, mas por ser um ambiente livre, de descontração. Apesar disso, por mais que todas orações acima tenham erros gritantes, gramaticalmente falando, elas atendem os princípios da linguística em que o importante é saber se comunicar efetivamente. O ensino da língua portuguesa no Brasil é extremamente voltado à gramática, onde é trabalhado bastante o conceito de certo e errado. Mesmo com essa metodologia, acredito que a língua pode vir a se flexibilizada através do cotidiano (a fala é mais importante do que a escrita, ao meu ver, porém, o ensino no Brasil não não vê dessa forma). Um exemplo claro é a frase: Pedro se suicidou (a população praticamente toda monta a oração dessa forma, mas tem um erro grande, uma vez que o verbo suicidar é intrasitivo e não precisa do complemento “se”).

* Pergunta 2

0 em 0,8 pontos

 

São contribuições dos estudos hindus à Linguística:

Resposta Selecionada: e. Os significados das palavras tem pouca duração, pois cada geração dá o sentido que achar mais adequada a cada termo. Resposta Correta: a. Descrição de estruturas fonéticas detalhando os processos de articulação dos sons.

Feedback da resposta: Segundo os hindus, o significado passa de geração a geração; o estudo é feito em unidades frásicas; não há mimesis natural entre sentido e forma e as consoantes, vogais e tons já eram estudados por eles nessas categorias.

* Pergunta 3

0,8 em 0,8 pontos

 

Leia as afirmações a seguir, sobre a gramática gerativa. I – A gramática mental de um indivíduo é representada em seu pensamento. II – Não há relacionamento das propriedades da linguagem nos mecanismos do cérebro.

III – A aquisição do conhecimento se dá pela linguagem. Está correto o que se afirma em:

Resposta Selecionada: b. I e III. Resposta Correta: a. I e III.

Feedback da resposta: A única afirmativa incorreta é “Não há relacionamento das propriedades da linguagem nos mecanismos do cérebro”. É justamente o contrário

* Pergunta 4

0 em 0,8 pontos

 

Conhecimento de língua internalizado e o efetivo que o falante faz da língua são conceitos respectivamente de:

Resposta Selecionada: c. língua e fala Resposta Correta: a. competência e desempenho

Feedback da resposta: ” O conceito de “Competência” representa um modelo de conhecimento de língua internalizado, enquanto “Desempenho” designa o uso concreto que um falante faz de sua língua em uma situação real de comunicação.”

* Pergunta 5

0 em 0,8 pontos

 

QUESTÃO DE TEORIA Muita gente pensa que os linguistas são apenas um tipo de gente que adota uma concepção diferente de erro. Os que não leem nada confundem concepção diferente de erro com concepção segundo a qual não há nenhum tipo de erro. Os ainda mais tolos entendem que uma análise alternativa dos dados (por exemplo, a afirmação de que há uma gramática em “dois ovo / as garrafa”) significa a defesa dessas construções (em qualquer campo discursivo). Pior, implicaria a condenação das construções ditas corretas. É que a ignorância não tem limites. Mas os linguistas não são apenas diferentes de outros tipos de analistas da língua por defenderem que há gramática onde os outros só veem erros (que seriam exatamente falta de gramática). Os linguistas são também um tipo de gente que aprendeu a fazer análises diferentes, explícitas e generalizantes, de fatos da língua, com fundamento não na autoridade de gramáticos, mas nas exigências da análise científica, que se caracteriza pela explicitude e pela generalidade. Sírio Possenti, http://terramagazine.terra.com.br/blogdosirio/blog/2013/10/31/questao-de-teoria/ Segundo o texto acima, o linguista:

Resposta Selecionada: d. É um diferente tipo de analista, pois vê diferentes gramáticas onde todos os outros veem erro Resposta Correta: e. Os linguistas não somente veem gramática onde os outros veem erro, mas fazem análise dos fatos da língua com bases científicas.

* Pergunta 6

0 em 0,8 pontos

 

O grande acontecimento dos estudos linguísticos na Europa depois da Idade Média foi o contato as línguas não europeias e com os trabalhos de pesquisadores não europeus. Esse fato possibilitou:

Resposta Selecionada: c. Abriu espaço para a discussão sobre a língua como conceito e não apenas sobre o latim e o grego Resposta Correta: b. A discussão sobre a superioridade do grego e do latim sobre as outras línguas

* Pergunta 7

0 em 0,8 pontos

 

Sobre o formalismo russo, é incorreto afirmar:

Resposta Selecionada: a. Foi um termo depreciativo dado aos estudos desenvolvido durante o círculo linguístico de Moscou, Resposta Correta: c. O formalismo russo defendia a superioridade da forma em detrimento do conteúdo

* Pergunta 8

0 em 0,8 pontos

 

Segundo o postulado da conhecida hipótese Sapir-Whorf :

Resposta Selecionada: a. As pessoas pensam porque falam Resposta Correta: e. As pessoas pensam na sua língua materna

* Pergunta 9

0,8 em 0,8 pontos

 

Leia o texto a seguir. E aí, cara, que cê tava fazendo? – Ah, Rordigu, eu tava arrumanu o carru! – Aquele lá, que eu pedi o conserto no outro dia? – É, aqueli mesmo… Indique a alternativa que apresenta apenas palavras do texto pertencentes à norma coloquial:

Resposta Selecionada: d. Cara, falanu, cê. Resposta Correta: c. Cara, falanu, cê.

Feedback da resposta: A única alternativa que apresenta três usos coloquiais é “cara, falanu e cê”. Nas demais, as únicas palavras coloquiais são: “arrumanu” e “cê”.

* Pergunta 10

0 em 0,8 pontos

 

Marcando (1) para os enunciados constativos e (2) para os enunciados peformativos

das sequências abaixo: ( ) Pare em nome da lei. ( ) O cidade onde nasci não é mais a mesma. ( ) Eu vos declaro marido e mulher ( ) Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

Resposta Selecionada: b. b) 1-2-1-1 Resposta Correta: c. c) 2-1-2-2

* Pergunta 11

0,8 em 0,8 pontos

 

O objeto da Linguística é a língua e necessita de um método específico de descrição Pois O conceito de língua diz respeito a todas as língua e não somente a uma específica, como o português ou o inglês.

Resposta Selecionada: c. As duas afirmativas são verdadeiras, e há uma relação de causa e consequência entre elas Resposta Correta: c. As duas afirmativas são verdadeiras, e há uma relação de causa e consequência entre elas

Feedback da resposta: A língua é o objeto da Linguística e por sua complexidade necessita de um método de estudo específico.

PROVA VICTOR

* Pergunta 1

É necessária uma avaliação

 

Leia o texto que segue e relacione-o a pelo menos dois temas estudados pela linguística. Você deve retomar o conceito e ilustá-lo com exemplos retirados do texto de Possenti. Vendo TV Sirio Possente (www.terramagazine.com.br.Acesso em 12/05/2013) Frequentemente, me refiro, nesta coluna, ao desempenho linguístico das personagens que aparecem na TV. Às vezes, são populares, agricultores que enfrentam a seca ou as enchentes. Suas (………….)

Resposta VICTOR –

A principal característica da linguística é que o sujeito se comunique, cada sociedade tem sua forma de comunicação, e a linguistica aponta que não existe certo ou errado, são apenas diferentes. EX: A frase dita por lobão: ”Tá acontecendo crimes muito bárbaros”. Muitos diriam: ”Estão acontecendo crimes muito bárbaros”. E a linguística defende que as duas formas estariam corretas. Muitas pessoas tem sua própria forma de se comunicar na oralidade, mas na forma escrita esta forma de se comunicar é mais geral e unificada. EX: Na oralidade um mineiro diria a palavra: passô. Já na forma escrita ele diria: passou.

* Pergunta 2

0,8 em 0,8 pontos

 

Sobre o formalismo russo, é incorreto afirmar:

Resposta Selecionada: c. O formalismo russo defendia a superioridade da forma em detrimento do conteúdo Resposta Correta: c. O formalismo russo defendia a superioridade da forma em detrimento do conteúdo

Feedback da resposta: O formalismo não buscava provar o valor da forma em oposição ao valor do conteúdo, mas apenas as identificar suas características.

* Pergunta 3

0,8 em 0,8 pontos

 

Leia o texto a seguir. E aí, cara, que cê tava fazendo? – Ah, Rordigu, eu tava arrumanu o carru! – Aquele lá, que eu pedi o conserto no outro dia? – É, aqueli mesmo… Indique a alternativa que apresenta apenas palavras do texto pertencentes à norma coloquial:

Resposta Selecionada: c. Cara, falanu, cê. Resposta Correta: e. Cara, falanu, cê.

Feedback da resposta: A única alternativa que apresenta três usos coloquiais é “cara, falanu e cê”. Nas demais, as únicas palavras coloquiais são: “arrumanu” e “cê”.

* Pergunta 4

0 em 0,8 pontos

 

Segundo Bagno e Rangel (2005) ” a simples afirmação de que um indivíduo “fala errado” já constitui um atentado aos seus direitos linguísticos. Nesse sentido, uma das tarefas mais delicadas da educação linguística é deixar bem claro e evidente que o respeito às variedades linguísticas estigmatizadas não significa negar aos seus falantes o direito ao pleno conhecimento e domínio das formas linguísticas de prestígio.” Da leitura do fragmento acima, pode-se concluir que:

Resposta Selecionada: b. Afirmar que uma modalidade da língua é inferior a outras é um desrespeito aos direitos linguísticos e, portanto, o ensino de todas as modalidades deve ser respeitado Resposta Correta: c. Afirmar que uma modalidade da língua é inferior a outras é um desrespeito aos direitos linguísticos e, mas o desafio maior é ensinar a variedade linguística de prestígio

* Pergunta 5

0,8 em 0,8 pontos

 

Não é uma das dicotomias estudadas por Saussure na Linguística:

Resposta Selecionada: b. Signo e objeto Resposta Correta: b. Signo e objeto

Feedback da resposta: Saussure não se ocupava da relação signo e objeto, deixando essa relação para outra ciência, a Semiologia.

* Pergunta 6

0,8 em 0,8 pontos

 

Estuda as relações dos signos com quem os usa para comunicar:

Resposta Selecionada: b. A pragmática Resposta Correta: b. A pragmática

Feedback da resposta: Define-se, desse modo, o objetivo da pragmática: estudar as relações dos signos com quem os usa para comunicar-se. Tendo suas bases em diferentes tradições de pensamento, teve suas bases principalmente na filosofia da linguagem, buscando dar conta da relação linguagem/pensamento e da relação linguagem/sociedade.

* Pergunta 7

0 em 0,8 pontos

 

Leia as afirmações a seguir, sobre a gramática gerativa. I – A gramática mental de um indivíduo é representada em seu pensamento. II – Não há relacionamento das propriedades da linguagem nos mecanismos do cérebro. III – A aquisição do conhecimento se dá pela linguagem. Está correto o que se afirma em:

Resposta Selecionada: b. I e II. Resposta Correta: a. I e III.

Feedback da resposta: A única afirmativa incorreta é “Não há relacionamento das propriedades da linguagem nos mecanismos do cérebro”. É justamente o contrário

* Pergunta 8

0,8 em 0,8 pontos

 

QUESTÃO DE TEORIA Muita gente pensa que os linguistas são apenas um tipo de gente que adota uma concepção diferente de erro. Os que não leem nada confundem concepção diferente de erro com concepção segundo a qual não há nenhum tipo de erro. Os ainda mais tolos entendem que uma análise alternativa dos dados (por exemplo, a afirmação de que há uma gramática em “dois ovo / as garrafa”) significa a defesa dessas construções (em qualquer campo discursivo). Pior, implicaria a condenação das construções ditas corretas. É que a ignorância não tem limites. Mas os linguistas não são apenas diferentes de outros tipos de analistas da língua por defenderem que há gramática onde os outros só veem erros (que seriam exatamente falta de gramática). Os linguistas são também um tipo de gente que aprendeu a fazer análises diferentes, explícitas e generalizantes, de fatos da língua, com fundamento não na autoridade de gramáticos, mas nas exigências da análise científica, que se caracteriza pela explicitude e pela generalidade. Sírio Possenti, http://terramagazine.terra.com.br/blogdosirio/blog/2013/10/31/questao-de-teoria/

Segundo o texto acima, o linguista:

Resposta Selecionada: e. Os linguistas não somente veem gramática onde os outros veem erro, mas fazem análise dos fatos da língua com bases científicas. Resposta Correta: e. Os linguistas não somente veem gramática onde os outros veem erro, mas fazem análise dos fatos da língua com bases científicas.

Feedback da resposta: Os linguistas são também um tipo de gente que aprendeu a fazer análises diferentes, explícitas e generalizantes, de fatos da língua, com fundamento não na autoridade de gramáticos, mas nas exigências da análise científica, que se caracteriza pela explicitude e pela generalidade.

* Pergunta 9

0,8 em 0,8 pontos

 

“A ______________ do falante reside na capacidade de produzir um conjunto infinito de frases. Esse infinito número possível de frases pressupõe uma língua aberta, dinâmica, criativa, mas que é governada por regras que não regem somente as frases existentes, mas também as não existentes”. Indique a palavra que preenche corretamente a lacuna.

Resposta Selecionada: e. Competência. Resposta Correta: e. Competência.

Feedback da resposta: O conceito descrito pode ser definido como “competência”.

* Pergunta 10

0,8 em 0,8 pontos

 

Leia as afirmações a seguir. I – A teoria criada por Saussure está construída a partir de dicotomias, ou oposições. II – Uma distinção importante que Saussure faz é a que separa língua e fala. III – Para Saussure, a língua é um sistema abstrato, um fato social. Está correto o que se afirma em:

Resposta Selecionada: a. I, II e III. Resposta Correta: b. I, II e III.

Feedback da resposta: Todas as afirmações são corretas, de acordo com a concepção saussureana.

* Pergunta 11

0 em 0,8 pontos

 

“Estava na capa da Folha do último dia 15: “Dilma manda rivais estudarem; Marina vê retrocesso no país”. Alguns leitores reclamaram do emprego da forma “estudarem”, ou seja, reclamaram do emprego da forma flexionada do infinitivo. Para esses leitores, a forma correta seria “Dilma manda rivais estudar”. Ai, ai, ai… Como diz uma querida senhora (que não está longe dos 80), “pode até pensar, mas não pode dizer”. Tradução: é melhor eu não dizer o que penso da arbitrariedade dessas “autoridades linguísticas”.

Quem já teve dois segundos de interesse pelos fatos da língua sabe muito bem que o emprego do infinitivo é verdadeira cilada. Vale a pena ver o que diz sobre o tema a sempre importante “Nova Gramática do Português Contemporâneo”, dos queridos e saudosos Celso Cunha (brasileiro) e Lindley Cintra (português): “O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. (…) Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de lógica gramatical, mas se viram sempre, no ato da escolha, influenciados por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo”. (…) Sobre a leitura do texto, é incorreto afirmar:

Resposta Selecionada: a. No texto acima, o autor defende a posição da gramática normativa, segundo a qual há formas corretas e formas incorretas de uso da língua Resposta Correta: e. Todas as regras gramaticais são orientadas por questões de lógica.

Dedo? É você?

É comum as pessoas mostrarem o dedo para foto com a intenção de demonstrar raiva ou paz. Mas, se você quer mostrar o dedo, mostre-o de um jeito criativo.

O personagem pode escrever seu próprio romance, tirar férias e até mesmo visitar a lua. As fotografias abaixo apresentam uma brincadeira divertida que revela uma história mais criativa que a outra.

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Colagens Valiosas

A nota de um dólar talvez seja o pedaço de papel mais presente no bolso dos norte-americanos, mas o que fazer para torná-la algo interessante? Mark Wagner dá uma dica: colagens.

Com lâmina e cola em mãos, Mark recorta, gruda, desenha e dobra as milhares de notas criando situações bem diferentes. Além dele, já passaram vários artistas aqui pela Zupi que brincaram com a moeda corrente dos nossos amigos lá do norte, como o grupo Money Shots, que mistura dinheiro e pessoas reais;Dan Tague, que brinca de origami com o papel-moeda; James Charles, que desenha personagens no lugar das figuras do dólar e Hanna Von Goeler, que pinta toda sua criatividade sobre as notas.

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